Valor Econômico: Rio de Janeiro e São Paulo têm os endereços mais caros do país

  • Por Secovi Rio -


O Rio de Janeiro é dono dos códigos de endereçamento postal (CEPs) mais luxuosos do país. No ranking dos 20 endereços mais caros nas capitais do Rio e de São Paulo, as primeiras sete posições referem-se a prédios na orla carioca. De acordo com o Índice FipeZap, apartamentos localizados entre as avenidas Vieira Souto e Delfim Moreira (que margeiam os bairros de Ipanema e Leblon, na Zona Sul) estão avaliados entre R$ 34.783 e R$ 29.517 o metro quadrado.

O Leblon abriga também outras três ruas que têm imóveis na faixa de R$ 29.350 a R$28.266 o metro quadrado. A partir da oitava posição no ranking, figuram os bairros paulistanos de Pinheiros (R$ 27.999 a R$ 27.038) e Itaim Bibi (R$ 27.811 a R$ 26.733), com dois CEPs cada um; e Vila Nova Conceição (R$ 26.733) e Vila Olímpia (R$ 26.720), com apenas um. As demais posições da lista voltam a ser ocupadas por endereços em Ipanema e no Leblon (R$ 26.596 a R$ 25.493).

O ranking do Índice FipeZap refere-se aos últimos três meses e, de acordo com o economista da DataZap, Pedro Tenório, reflete a grande variação do valor do metro quadrado entre Rio e São Paulo apenas no segmento de alto padrão.

Ipanema, Lagoa e Gávea, no Rio de Janeiro, e Vila Nova Conceição, Itaim Bibi, Vila Olímpia e Pinheiros, em São Paulo, são bairros muito bem providos de serviços e de comércios de alto padrão”, diz ele.

O preço do metro quadrado dos apartamentos de alto padrão nos dois bairros mais nobres do Rio de Janeiro registrou valorização expressiva nos últimos 12 meses: 6, 4% em Ipanema e 4,2% no Leblon, segundo dados do Secovi-RJ. A tendência, analisa o vice-presidente da entidade, Leonardo Schneider, é de valorização ainda maior neste segmento a partir do

Além da pressão sobre os preços decorrente do aumento da demanda no mercado imobiliário como um todo (impulsionada por fatores como ressignificação da moradia e desvalorização cambial), o segmento de alto luxo no Rio de Janeiro sofre com a escassez de áreas edificáveis. “A oferta limitada de imóveis de alto luxo no Rio acaba encarecendo ainda mais o metro quadrado em regiões bem localizadas”, afirma Schneider.

Ele cita como exemplo o mais novo lançamento imobiliário do Leblon (o residencial Tom Gafisa), que ocupará o último terreno disponível de frente para a praia, cujo valor de vendas das unidades rompeu a barreira dos R$ 100 mil por metro quadrado.

Fonte: Imóveis de Valor