Levantamento feito pelo Centro de Pesquisas e Analise da Informação do Secovi Rio, o Sindicato da Habitação, revela que, entre 19 estados brasileiros, o Sergipe tem a conta de água residencial mais cara, considerando-se a cobrança pela tarifa progressiva. Entre a primeira faixa de consumo (de até 15m³) e a última faixa (acima de 60m³), a variação é de 750%. Em segundo lugar no ranking, está Rio de Janeiro, com variação de 700%, e em terceiro, o Ceará, com 436%. Progressividade encarece a conta O valor da tarifa básica de água residencial no Rio, de R$ 1.654, entretanto, não está entre os mais altos - fica em sétimo lugar. É o peso alto da progressividade que faz com que a conta, para imóveis que tenham consumo maior, se torne a segunda mais cara - na verdade, o dobro do Ceará. Trocando em miúdos, um edifício residencial fluminense que gasta em média 200m³ paga mensalmente R$ 2.090,03, o que corresponde ao valor médio de R$ 10,45 por m³. Segundo o vice-presidente Jurídico do Secovi Rio, Rômulo Mota, a Cedae cobra a tarifa progressiva quando existem várias unidades autônomas (economias/apartamentos) e o consumo medido é superior à multiplicação do número de unidades pelo consumo mínimo de 15m3. “De nada adianta economizar água, se a Cedae cobra pelo método progressivo e não pelo consumo real. Em tempos de racionalização dos recursos naturais do planeta, a própria concessionária desestimula o uso racional da água”, acrescenta Mota. Em relação à tarifa de água comercial cobrada pelas concessionárias, o estado de São Paulo possui maior variação percentual entre a 1ª e a última faixa, com variação de 288,4%. Logo em seguida está a Bahia, com variação de 185,6%.