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Balanço 2017: Mercado imobiliário carioca em compasso de espera

Diminuição das taxas de juros, crescimento do Produto Interno Bruto, redução da taxa de desemprego e mudanças nas regras de financiamento de imóveis formam o caldo que, teoricamente, poderia contribuir para a recuperação gradual do mercado imobiliário.

Mas os consumidores ainda parecem não querer correr riscos e, por conta dessa apreensão, os preços de venda e locação seguem caindo. De janeiro a dezembro de 2017, o valor médio do metro quadrado de apartamentos à venda reduziu 8%. 

O índice está no Panorama do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro 2017, que traz um raio-X do segmento com dados sobre compra, venda, locação e condomínios em todas as regiões da cidade.

A apresentação da pesquisa, patrocinada pela OLX, Storia Imóveis e Grupo Haganá, acontece em evento para empresas associadas ao Secovi Rio no dia 23 de janeiro, a partir das 8h30, no Prodigy Hotel Santos Dumont, no aeroporto (Centro).

Lançada em 2011, a pesquisa veio se destacando ao longo dos anos como a principal fonte de informação sobre o mercado imobiliário fluminense, contribuindo para que consumidores, empresários e jornalistas possam ter material confiável que ajude a fechar negócios e entender o setor. No começo, eram analisados 18 bairros cariocas. Hoje, são 51.

Casas têm desempenho melhor

Segundo a pesquisa, considerando o setor de venda a maior queda de preço foi registrada para as coberturas em 2017: cerca de 9%. Já as casas de rua e vilas tiveram resultados menos negativos, com redução de apenas 4%. O preço médio do metro quadrado de apartamentos no Rio de Janeiro ficou em R$ 9.137. Em dezembro de 2016, esse valor era de R$ 9.878.

Na locação, a tendência de aumento na oferta segue seu ritmo, contribuindo para a redução nos preços. A pesquisa do Secovi Rio aponta que houve queda de 11% no valor de metro quadrado dos apartamentos para alugar, de R$ 35,78 para R$ 31,78.

Quitinetes e flats tiveram reduções ainda mais vultosas, que beiram os 20%. O que pode parecer desanimador para o segmento é, na verdade, um alento: com mais oferta e facilidade de negociação, inquilinos e locadores saem ganhando. 

Perspectivas

Apesar do receio da população em assumir um financiamento imobiliário, especialistas acreditam numa recuperação lenta e gradual do mercado nos próximos meses. Mas em tempos de crise, a tendência é de que o cidadão tenha mais cautela ao comprar.

Assim, o mercado imobiliário pode acabar esfriando seus ganhos. Mas para o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider, quando a economia voltar ao rumo de crescimento, com a retomada de empregos e a estabilização financeira, o mercado imobiliário começará a ser novamente ativado.

A recuperação do setor começou no segundo semestre de 2017, apesar de singela. Muito disso se deve ao programa Minha Casa Minha Vida, que registrou atualização de regras feita pelo Governo Federal. Agora, o limite da renda dos consumidores que podem adquirir uma propriedade pelo programa passou de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil.

Outro ponto crucial para a economia do país, acredita Schneider, são as eleições que acontecerão em 2018. O Brasil, passando por uma escolha política, precisa ponderar as estratégias financeiras, o que indica que muitos setores da economia podem renovar suas apostas nas novas tendências do setor.

Apesar da crise e estagnação financeira, o mercado está confiante em relação à queda nas taxas de juros e à inflação do país. Para 2018, caso aconteça, as taxas de juros sendo reduzidas favorecerão o poder de compra do consumidor, estimulando a aquisição de imóveis enquanto o momento está favorável.

(Secovi Rio)

Revista Secovi Rio

Edição 109

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