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09/07/2013

Morar na orla de Ipanema é, em média, 88% mais caro que nas ruas internas do bairro

Enquanto o valor médio do metro quadrado nas ruas internas de Ipanema foi avaliado, em junho, em R$ 18.474, na Avenida Vieira Souto, este valor sobe para R$ 34.867 — uma diferença de 88,7%. Quando se faz a mesma comparação no Leblon, a diferença do metro quadrado médio das ruas internas (R$ 22.027) para o da Delfim Moreira (R$ 38.629) é, surpreendentemente, um pouco menor, de 75,3%, mas ainda bem alta. Até mesmo na Barra, há uma boa disparidade do valor médio do metro quadrado, de 60%: R$ 9.100 nas ruas internas, enquanto na Avenida Lúcio Costa foi de R$ 14.592.

Parece difícil compreender os números compilados pelo Secovi-Rio. Mas a explicação é até bem simples. É que em Ipanema, o número de ruas consideradas nobres é bem inferior ao Leblon. Na primeira, entram para o rol das muito valorizadas apenas Nascimento Silva, Redentor e Barão de Jaguaribe, que também têm preços acima da média geral do bairro (em junho, R$ 26.746). Já no Leblon, o lado nobre engloba, além da praia, as ruas Rita Ludolf, Aristides Espínola, Venâncio Flores, General Artigas, Rainha Guilhermina e General Urquiza, onde o metro quadrado chegou a R$ 27.264. Uma área que, além de maior, é mesmo mais valorizada, o que faz com que a diferença diminua.

— Além de estar numa ponta, o que transformou o Leblon num lugar mais reservado que Ipanema, o bairro tem ocupação posterior e, por isso, prédios mais novos, mais modernos. Além disso, ganhou nos últimos anos um comércio mais sofisticado que ajudou nessa valorização superior — diz Flávio Vasconcellos, diretor da Merkator, imobiliária que atua na Zona Sul.Já a Barra guarda ainda mais peculiaridades. Como no bairro, os prédios mais antigos estão justamente na orla, há empreendimentos em outros pontos, em especial casas em condomínios de luxo, que são ainda mais valorizados. Com isso, a diferença ali acaba não sendo tão marcante.

— De Copacabana ao Leblon, os prédios da orla foram construídos, em sua maioria, de parede a parede. São poucos os exemplos de edifícios em centro de terreno. Isso criou um paredão que tornou a vista do mar quase exclusiva de quem mora de frente para a praia. Já na Barra, não é preciso estar na Lúcio Costa para ter essa vista — explica Selmo Leisgold, diretor para a Barra da Lachter Imobiliária, lembrando que o bairro é formado por vários sub-bairros com características bem específicas.

Os números do Secovi-Rio mostram bem isso. Na região próxima ao Autódromo, considerada a mais barata da Barra, os preços são bem inferiores: R$ 6.517, no Vilas da Barra, e R$ 7.208, no Rio 2. Já nos prédios da Associação Bosque de Marapendi, que estão próximos tanto ao canal como a praia, a média é de R$ 9.190; e no Península, que é mais reservado, de R$ 10.552.

O Globo On line, Karine Tavares, 9/7/13

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